Morro todo dia na minha poesia.
Quando falo das crianças vítimas da guerra
que tão breve suas vidas encerra.
Morro quando falo do CRISTO no madeireiro
e vejo Dele tão poucos herdeiros.
Morro quando escrevo do amor que acabou,
e lamento o alguém que sozinho ficou.
Morro a morte do indigente
muitas vezes até delinqüente.
Morro a morte da flor que murchou
da vida que se acabou.
Morro todas as mortes,
e estou viva não sei se por sorte;ou porque não me quer a morte!