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Morrendo

© Marlène Tavares

Morro todo dia na minha poesia.
Quando falo das crianças vítimas da guerra
que tão breve suas vidas encerra.

Morro quando falo do CRISTO no madeireiro
e vejo Dele tão poucos herdeiros.

Morro quando escrevo do amor que acabou,
e lamento o alguém que sozinho ficou.

Morro a morte do indigente
muitas vezes até delinqüente.
Morro a morte da flor que murchou
da vida que se acabou.

Morro todas as mortes,
e estou viva não sei se por sorte;ou porque não me quer a morte!


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