Estação do Amor
Chegaste-me como um pôr-de-sol
Daqueles mornos de outono
Com prenúncio de noite estrelada
Que da janela se fica a espiar inebriada
Vieste calmo e sereno
Trazendo aromas de flores
De tardia primavera que se atrasa
querendo ficar mais um pouco
Tocaste minha emoção
Feito tarde fresca de verão
Que a gente se entrega preguiçosa
Sem pensar em nada
Deixaste um inverno rigoroso
Enregelando-me fria solidão
A esperança deixei guardada
Quem sabe numa outra estação?
© Isar Maria Silveira