E subindo ao monte, diante da multidão, o Cristo, acima de tudo, destacou aqueles que o seguiam, despojados da embriaguez gerada pelo vinho da ilusão.
E comoveu-se ao fitá-los...
Sim, todos eles estavam pobres, ainda os de cérebro culto e veste impecável.
Pobres de sutilezas...
Pobres de artifícios...
Desarmados de poderes terrestres...
Destituídos de ambições humanas...
Enterneceu-se Jesus, compreendendo que somente sobre eles, espíritos exonerados da mentira e desenfaixados do personalismo inferior, é que poderia edificar as construções iniciais da Boa Nova e situou-os, em primeiro lugar, na glória celeste, proclamando:
-Bem-aventurados os simples de espírito, porque deles é o reino dos Céus...

Trecho do livro: "Bem-Aventurados os simples"
Autoria: Waldo Vieira